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Ajuda Nepal – 14 de maio

Como começou o projeto

Após termos passado um grande susto no último dia 25/04/2015, vendo o desespero de alguns amigos e pessoas próximas que vivem no Nepal, com as quais possuímos um grande envolvimento emocional, pois há mais de 15 anos e 2 vezes ao ano estamos lá levando clientes para realizar o trekking ao campo base do Everest, decidimos iniciar uma campanha de auxilio a comunidade da Região SoluKhumbu., já que a quantidade de pessoas carentes e desabrigadas é muito grande e sem a estrutura de Kathmandu.

Como priorizar

Decidida a ação, descemos lentamente do vilarejo de lobuche onde estávamos no momento do terremoto e passamos 5 dias documentando os vilarejos mais baixos, buscando pessoas carentes e mais afetadas para direcionar os primeiros auxílios para a reconstrução de suas casas. A prioridade foi por famílias extremante necessitadas e próximas as pessoas locais as quais já conhecíamos pessoalmente e que já possuíamos envolvimento.

Elegemos Pemba Sherpa como nosso representante do projeto no Nepal, ele vive no vilarejo de Phortse (3.850 metros) próximo as 2 principais famílias a serem auxiliadas na reconstrução de suas casas. O vilarejo de Phortse não está no caminho principal ao Campo Base do Everest e por isso acaba ficando em um segundo plano com relação a ajuda, além disso mais de 80% dos moradores trabalham como mão de obra no Everest e montanhas da região, pois não possuem escolaridade para fazer outra função e com o cancelamento das expedições e trekkings não terão renda.
Após estes 5 dias destinamos mais 7 dias entre Phortse, Namche e Khunde, comprando e transportando materiais de construção para os destinos determinados.

Famílias escolhidas + Orfanato em Kathmandu + Vilarejo de Malpi

- Família de Nima Doma Sherpa – Vilarejo Phortse
Nima Doma perdeu seu marido há 3 anos, vitima de câncer, e tem que sustentar sozinha seu filho pequeno. O homem no Nepal geralmente é o arrimo da família, o que deixa esta família sem perspectiva ou fonte de renda quando ele morre. A sua casa foi parcialmente destruída.

- Família de Ang Namchu e Nima Ongchu Sherpa – Vilarejo Phortse
A casa onde moram 3 pessoas foi inteiramente destruída, marido/ esposa e a mãe do Nima Ongchu que vive com eles e é cega. Estão vivendo em barracas e casas de vizinhos até a reconstrução. Nima Ongchu trabalhou em 2015 como staff carregador de uma expedição americana e cruzou a cascata 6 vezes, mesmo com sua idade de mais de 50 anos precisa ainda trabalhar em expedições para ganhar o mínimo necessário, não fala inglês e nem mesmo nepalês, apenas o dialeto sherpa.

- Família de Ang Nuru Sherpa – Vilarejo Khunde
Passamos o momento do terremoto ao lado de Ang Nuru que trabalha no lodge em Lobuche e desesperadamente tentava contato com sua família em sua casa em Khunde onde vive com 2 irmãs, 1 irmão, esposa, pai e mãe. Sua casa foi 50% destruída.

- Orfanato em Kathmandu
Este orfanato que abriga 10 crianças já havia recebido a visita e doações de clientes Grade6 antes do terremoto. Compramos mantimentos e produtos de 1ª. necessidade para aproximadamente 1 mês. A casa onde vivem não foi impactada.

- Vilarejo de Malpi
Esse vilarejo, não fugindo a regra, também teve algumas casas destruídas. De imediato fizemos uma compra de mantimentos e entregamos aos mais necessitados quando a visita foi feita. A Rekha nossa amiga e que tem sua mãe morando nesse vilarejo, fará um levantamento das necessidades para reconstrução.
Todo o material de construção que já adquirido e o que será adquirido, será na região do SoluKhumbu, pois é uma forma de mantermos nossos investimentos girando a economia local daquela região.

Custos dos materiais:

O valor é maior do que Kathmandu, pois chegam na montanhas de helicóptero.

Saco de cimento 30 kg – 3.500 rupees ou 37 dólares
Telhado verde 10 peças – 18.500 rupees ou 197 dólares
Viga de madeira – 1.650 rupees ou 17 dólares
Madeirite para forro – 2.100 rupees ou 22 dólares
Madeira 2 x 4 – 1.000 rupees ou 11 dólares
Madeira 3 x 4 – 1.650 rupees ou 17 dólares

Total arrecadado R$72.813 e 189 contribuintes.